Santa Catarina

Padre Pedro rebate Topázio e diz que governo Lula resolveu impasse da pesca da tainha

Ampliação das cotas ocorreu após amplo diálogo com Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra e com base em dados científicos

ícone relógio12/06/2026 às 12:00:00- atualizado em  
Padre Pedro rebate Topázio e diz que governo Lula resolveu impasse da pesca da tainha

Padre Pedro rebate Topázio e diz que governo Lula resolveu impasse da pesca da tainha

O deputado Padre Pedro Baldissera classificou o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, de “oportunista da política pequena”, após utilizar a abertura da Feira do Mel para atacar o governo Lula em razão das regras aplicadas à pesca da tainha. (ver mais em https://www.instagram.com/p/DZe_idMOoSJ/)

Padre Pedro lembrou que as cotas para a modalidade de arrasto não foram criadas pelo atual governo, mas regulamentadas durante o governo Bolsonaro, sob a gestão do então secretário Nacional da Pesca, Jorge Seif.

Segundo o deputado, é falsa a narrativa de que o governo federal tenha desrespeitado Santa Catarina ou ignorado os pescadores catarinenses.

“O trabalho foi intenso esta semana aqui no Estado e em Brasília para resolver um impasse herdado de regras construídas anteriormente. O governo Lula buscou o diálogo, ouviu os pescadores, os pesquisadores e os órgãos técnicos, culminando na publicação da portaria que ampliou em 430 toneladas a cota da pesca da tainha”, afirmou.

Para Padre Pedro, setores da extrema-direita tentaram transformar uma discussão técnica em disputa política, explorando a legítima preocupação dos pescadores para produzir desgaste ao governo federal.

“É justamente em períodos pré-eleitorais que precisamos ter mais responsabilidade. A pesca da tainha não pode ser transformada em palanque político. Tem tubarão na rede embaraçando o debate sobre a pesca da tainha. Estamos falando de uma espécie que exige manejo responsável, baseado em estudos científicos e na preservação dos estoques para as próximas gerações”, destacou.

O parlamentar ressaltou que a decisão do governo levou em consideração não apenas os aspectos econômicos e sociais da pesca, mas também a necessidade de evitar que o tema fosse contaminado pela polarização política.

“O presidente Lula sempre demonstrou compromisso com os pescadores brasileiros. Foi em seu governo que o setor ganhou protagonismo nacional com a criação do Ministério da Pesca e Aquicultura, fortalecendo políticas públicas voltadas à pesca artesanal e ao seus desenvolvimento sustentável. Quem conhece essa trajetória sabe que nunca faltou atenção a estes trabalhadores”, afirmou.

Padre Pedro também destacou que as cotas continuam sendo um instrumento importante de gestão pesqueira.

“Não podemos simplesmente eliminar todas as restrições por decisão política. A tainha é uma espécie migratória e reprodutiva que precisa de proteção para garantir sua renovação. Nosso desafio é construir equilíbrio entre a preservação ambiental e a garantia de trabalho e renda para os pescadores de hoje e das próximas gerações.”

 

Mobilização

Segundo Padre Pedro, a ampliação das cotas ocorreu, este semana, após um amplo processo de diálogo por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra e com base em dados técnicos e científicos.

A mobilização envolveu o Ministério da Pesca e Aquicultura, o Ministério do Meio Ambiente, a Superintendência do MPA em Santa Catarina, representantes dos pescadores, pesquisadores, além da articulação do ex-presidente do Sebrae, Décio Lima, e dos deputados federais Ana Paula Lima e Pedro Uczai.

“O resultado demonstra que o diálogo e a construção coletiva produzem soluções muito melhores do que a exploração política dos problemas. O governo ouviu todos os lados e encontrou uma saída responsável para a situação”, concluiu Padre Pedro.