Santa Catarina

Padre Pedro propõe parceria com Santa Cannabis para baratear medicamento no SUS

Por apenas 30 ml do produto importado se paga, no mínimo, R$ 2 mil. Associação poderia fornecer canabidioal a baixo custo para Estado

ícone relógio07/08/2025 às 12:00:00- atualizado em  
Padre Pedro propõe parceria com Santa Cannabis para baratear medicamento no SUS

Padre Pedro propõe parceria com Santa Cannabis para baratear medicamento no SUS

O deputado estadual Padre Pedro Baldissera sugeriu ao governo do Estado uma parceria com a Associação Santa Cannabis, de Itapoá, no Norte do Estado, para o fornecimento da medicamentos à base de cannabis para fins medicinais, a fim baixar o custo.

Padre Pedro visitou a Santa Cannabis e ficou impressionado com a produção da associação que cultiva canabidiol com responsabilidade, dentro da legalidade e das normas da Anvisa, de forma orgânica, com tecnologia de ponta e profissionais comprometidos.

“Poderia ser uma grande parceira do governo. Por apenas 30 ml do produto importado se paga, no mínimo, R$ 2 mil e dá pra pouco tempo tornando-se caro para o estado.”

Segundo o parlamentar, é necessário agir pela importância do medicamento, pelo significado e pela multidão de pessoas que precisam, a maioria sem condições financeiras.

“É preciso ação do governo para possibilitar o acesso facilitado, com a prescrição médica.”

Em quatro anos, mais de 12 mil pessoas no Brasil foram atendidas pela Santa Cannabis, sendo mais de 5 mil em Santa Catarina.

“Por isso, sigo cobrando para que o governo do Estado amplie o acesso gratuito no SUS, como determina a lei que já aprovamos na Alesc.”

Dificuldades
Segundo o deputado, o decreto do governo estadual, que institui a Política Estadual de Fornecimento de Medicamentos à base de cannabis para fins medicinais, burocratiza e dificulta o acesso da população.

“Quando o cidadão encontra o caminho, depois de consultas difíceis ao site da Secretaria de Saúde, esbarra na exigência de apresentação pelo médico de “documentações científicas robustas, com a apresentação de ‘estudos científicos atualizados com comprovação de eficácia, dados epidemiológicos, contraindicações, reações adversas e riscos’”, reclamou.