Santa Catarina

As escolas vão discutir sim igualdade entre homens e mulheres, afirma Luciane após decisão judicial

Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por unanimidade, derrubou lei que censurava atividades sobre gênero nas unidades de ensino

ícone relógio18/06/2026 às 12:00:00- atualizado em  
As escolas vão discutir sim igualdade entre homens e mulheres, afirma Luciane após decisão judicial

As escolas vão discutir sim igualdade entre homens e mulheres, afirma Luciane após decisão judicial 

A deputada Luciane Carminatti, que se posicionou firmemente contra a lei sancionada pelo governador Jorginho Mello que censurava as atividades sobre gênero nas escolas do Estado desde que começou a tramitar na Assembleia Legislativa (Alesc), pode comemorar nesta quarta-feira (17) a decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina que, por unanimidade, derrubou a norma restritiva. 

A parlamentar classificou o desfecho judicial como uma “vitória gigante da democracia, da educação e do combate às violências contras meninas e mulheres.”

Para Luciane, o parecer da corte representa "uma conquista muito importante pra nós mulheres, pra nós mães, pra quem defende uma boa educação, pra quem sabe a importância da escola na vida dos nossos filhos". 

A deputada sustentou que as unidades de ensino desempenham um papel indispensável na proteção de crianças e adolescentes, funcionando como um espaço seguro para o aprendizado sobre a convivência saudável. “As escolas são os melhores equipamentos públicos de proteção à infância e adolescência.”

Luciane comentou como a ausência desses debates prejudica a formação dos jovens.

"A escola precisa abrir a discussão sobre o papel que meninos e meninas assumem", defendeu, ressaltando que o entendimento do próprio corpo e a noção de que "ninguém pode tocá-lo" são fundamentais para combater a violência e os abusos desde a infância. “E este debate o Tribunal fez.”

Ao manifestar seu apoio à atuação do Ministério Público e do Judiciário catarinense, Luciane ressaltou que a justiça foi feita. Ela respaldou e parabenizou o Judiciário pela decisão técnica e responsável e os educadores preocupados e sérios em fazer uma boa educação que se engajaram para a derrubada da lei.

 

Foto: Bruno Collaço/Agência Alesc